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13 de junho de 2011

Sobre a maldade e a graça

Ando meio mística, sabe. 
Quase sempre eu fui uma pessoa mística porque, geralmente, algo além do material povoa meu pensamento. É claro que também passei por dias de ceticismo. 

Mas os momentos mais importantes desta escolha entre o ser místico e o ser cético são aqueles em que você se depara com a maldade. Quando digo maldade, não estou me referindo aos "crimes monstruosos do noticiário" - não que isto não seja maldade mas... você realmente acha que estas pessoas estão tão distantes de nós?!?
Eu estou falando sobre a maldade cotidiana.
Pessoas que convivem com você e que nunca irão te roubar, ou te matar, porque são "corretíssimas".
Mas são estas mesmas pessoas que vão utilizar de seu poder puramente para provar o quão poderosas são; 
são estas pessoas que são vítimas de sua própria falta e espalham maldade simplesmente - e é até lógico se você pensar - por não conseguir passar adiante o que nunca receberam; 
são estas pessoas que estão simplesmente tão desesperadas que, dignas de dó, descarregam todas suas incertezas no primeiro que coloca em evidência suas bases frágeis;
e claro, há aqueles que simplesmente sentem prazer em serem malvados - e da maldade gratuita não há muito o que dizer a não ser que não há nada que se faça aqui que não se colha em algum momento mais tarde.

Como reagir frente aos malvados?
A primeira reação é a confusão. Quando você não vê o golpe vindo a dor é muito menor do que a surpresa.
Quando você começar a se recobrar da surpresa virá a raiva. Não se envergonhe de sua própria raiva, talvez ela seja o primeiro sinal de que sim, você tem um coração. Você é humano.
E depois? Bom, depois vem a escolha.
Você pode escolher deixar com que toda esta maldade atinja sua alma tão profundamente e te influencie a tal ponto que seus dias sejam uma retrospectiva de toda a confusão e raiva que sentiu de novo e de novo e de novo. E assim, a maldade vai crescer dentro de você tambem. 
A outra opção, é a vingança. Mas uma vingança realmente efetiva. Uma vingança que puna a maldade e não gere mais maldade: uma vingança em que se paga com o dobro, com o triplo de amor o malvado que te atingiu. Parece bobeira pra você? Não é o que o Cristianismo, Hinduísmo, Budismo, e muitos outros ísmos tem nos ensinado através dos grandes sábios, através de muitos milênios.
Parece impossível pra você?
Ok, pra mim também. E é aí que entra a segunda parte deste post: a graça.
A graça é isto aí, vem de graça. É o divino que habita dentro de você. Que você pode deixar ou não tomar conta dos seus atos. Que eu posso deixar ou não tomar conta dos meus.
Por que eu estou escrevendo isto hoje?! 
É, meus amigos, hoje tive um encontro feio com a maldade. Chorei muito, muito, muito. E é muito bom chorar, chorar, chorar.
E a graça já começou a se manifestar através das boas energias dos meus amigos, daqueles que me abraçaram, enxugaram minhas lágrimas com suas mãos de luvas de inverno Curitibano (hehe), que me escutaram e me escutaram mais uma vez, que me perguntaram ''What happened, teacher?" mesmo que eu nao pudesse responder, que rezaram por mim (ou oraram, como diz minha amiga Dani), que me ajudaram a rir um pouco, a ampliar minha visão da situação, enfim. 
A graça começou aí. E está tomando conta de mim, aos poucos.

Não sei ainda qual o rumo disto tudo; mas tenho certeza que a graça vai combater a maldade. E que, não, muito obrigada, mas eu não quero ser como vocês quando crescer, malvados.

7 de abril de 2011

Antipatias

Porque você também tem antipatia por alguém.
E acredite, alguém tem antipatia por você.

Você pode até tentar ser uma pessoa legal, fazer tudo de uma forma que acha certo, agradar aos outros, ser gente boa. Não adianta, não importa. Sempre vai ter alguém que não vai gostar de você. Aliás, a questão aqui não é nem gostar ou não gostar , porque isto exige um mínimo de conhecimento do outro - não vou nem entrar neste mérito. A questão aqui é o antipatizar.


Isto mesmo! Acredite: o seu jeito de andar, de respirar, o tom da sua voz, sua visão de mundo, até mesmo suas roupas podem irritar muito a alguém, e você nem desconfia!


Desanimador, não é? Mas é verdade! =/

6 de fevereiro de 2011

Homicídio e Suicídio

O que?
Não! Podem ficar tranquilos, tá tudo bem comigo, galera. hehe. Acontece que este é o tema da minha Monografia e é mais ou menos sobre ela que eu venho falar hoje. 
Terça agora (08/02/2011), às 10 da manhã, estarei apresentando este trabalho (Homicídio-em-si, Homicídio-do-outro: considerações psicanalíticas acerca do homicídio seguido de suicídio no contexto amoroso) .... que deu, diga-se de passagem, muito trabalho. Estou nervosa, estou ansiosa, tenho sonhado muito com isto (pesadelos). Não sei o que esperar disto, não mesmo. Quem me conhece sabe que nunca tive problemas para apresentar coisa alguma... me sinto confortável falando, apresentando seminários, até representando o "coisa ruim" na sexta-feira santa, haha; é, meus amigos, desta vez está sendo tudo diferente.

Freud: mestre e base de toda a monografia
Fazer monografia foi uma experiência boa e ao mesmo tempo dolorosa. Quem acompanhou de perto minha luta sabe dos obstáculos enfrentados: dificuldade do tema, ausência de artigos sobre isto no Brasil, troca de orientador, textos em inglês e espanhol, pior que isto: textos em italiano e francês, línguas que não domino e tive que pedir arrego para o Fabiano e para o Vitor, pouquíssimo tempo devido ao trabalho, ao estágio e às 10 matérias semestrais da Federal - (y) é, quem fez este currículo é um gênio -, sem contar questões emocionais comuns a todos os "monografandos" do mundo.
Mas coisas boas aconteceram também, eu descobri um pouco mais sobre o que eu gosto na Psicologia, descobri que posso sim produzir algum conhecimento, ser relevante para algo, quem sabe até contribuir de alguma forma para a prevenção de algo tão sério quanto meu tema de pesquisa; descobri que muitas pessoas se interessaram pelo meu trabalho, descobri que muitos amigos me ajudaram durante todo este tempo a aguentar firme, descobri que minha família é super compreensiva com minhas ausências e as longas horas no computador, descobri que eu entendo Freud mais do que pensava e que quanto mais eu estudo Psicanálise mais eu quero estudar e aprender e conhecer. Descobri o valor de bons professores e bons Psicanalistas. Descobri muita coisa sobre procrastinação. Também descobri muito sobre força de vontade. Sobre motivação. Sobre estar desmotivada, muitas vezes.

E terça será a coroação de um ano e dois meses de muito trabalho (e às vezes culpa por não estar trabalhando o suficiente). Correções virão, não tenho dúvida, e fico até mesmo feliz por elas pois quero ultrapassar o medíocre. Não vou mentir que não tenho medo das correções, tenho sim e muito, talvez um medo desproporcional, que distorça em um monstro absurdo algo que seria muito mais simples. De qualquer forma, estou feliz por estar encerrando este ciclo e começando outro (Mestrado, talvez?). E, termino deixando aqui os agradecimentos que coloquei em minha monografia, pois muitos de vocês estão nestes agradecimentos, fizeram parte ativamente desta história e desejo que o meu muito obrigada chegue a todos e a cada um. 


"Em princípio, agradeço Àquele que é o princípio. Dou-te graças por tudo. Dou-te graças por ter me guiado até aqui, se manifestando concretamente através destas pessoas:

Agradeço aos meus pais, Gilmar Rabone Cabrera Sanches e Rita de Cássia Lazzarini Sanches; por terem permitido minha vinda a este mundo e me dado todo o suporte e auxílio que estavam a seu alcance.

Aos meus outros familiares e parentes (todos eles), e em especial aos meus avós e padrinhos, Antônio da Silva e Deonila Lazzarini da Silva, e à Thaís de Fátima Lazzarini da Silva; por todo o apoio, patrocínio e confiança (até demais) na minha capacidade.

Aos meus amados amigos de longe e de perto; pela compreensão nas minhas ausências, pelo interesse no meu tema de pesquisa, e por ter o bom senso de propor aquele “cineminha” para espairecer, quando eu precisava e nem percebia.

À Maggie, minha companhia canina nas madrugadas de monografia: você faz MUITA falta!

Aos colegas e amigos da faculdade, especialmente aos colegas dos “psicocafézinhos” (em especial, Luiz Cláudio Tófoli, Ralf Barbosa Hara, Sheila Diana Menegari e Túlio Marenda Garotti), pelos agradáveis intervalos entre aulas.

Agradecimentos especiais a Fabiano Nadolny Machado, pela “mãozinha” com minhas dúvidas de italiano.

À Professora Mestre Priscila Frehse Pereira Robert; minha orientadora, por sua grandíssima paciência e dedicação com minhas questões de pesquisa, e algumas vezes não só referentes à monografia.

À Professora Pós-Doutora Lucienne Martins Borges; pois foi através de sua magistral prática e disponibilidade em uma disciplina de Psicanálise, que eu finalmente consegui juntar meus pontos de interesse e me encontrar dentro da Psicologia.

Se há algum êxito em mim, com certeza, ele não é só meu. Muito obrigada!"

Em tempo. Utilidade pública: a apresentação será no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, Praça Santos Andrade, Departamento de Psicologia, sala 203. Terça, dia 08, as 10 da manhã. Se puder, vá; vai ser bom ver rostinhos amigos quando a adrenalina começar a subir.

16 de janeiro de 2011

Shall we dance?

Eu amo muitas coisas. Muitas mesmo. 
Com os passar do tempo, talvez este blog revele muitas coisas sobre mim. 
Talvez ele revele coisas sobre mim, para mim mesma!
Mas hoje, quero falar de uma coisa em específico.


Cheguei a fazer faculdade de dança e tranquei. Mesmo com esta separação provisória, todos os dias ela passa pela minha vida de todas as formas. Nem eu sei explicar o que é que me atrai tanto no movimento. Juro que eu não sei, só estando debaixo desta pele pra sentir o que se passa. Mas desde pequena é assim, e desconfio que vai ser pra sempre! Se eu vivesse 5 vidas, ainda assim não teria tempo suficiente pra aprender tudo o que quero.
As vezes um corredor vazio é um convite para o movimento, as vezes uma musica é um convite, as vezes o gingado engraçado de alguém na rua faz minha cabeça fervilhar de possibilidades, e o maior dos convites é um palco vazio (mesmo que eu só esteja lá pra ajudar minha mãe nos bastidores!!! hahaha)... ahhhhh um palco vazio.... tá aí uma coisa que eu tenho certeza. Eu nasci para as coxias, o cheiro das coxias, a visão das cadeiras do teatro (ou a não visão, quando os refletores estão acesos, haha), só aquela atmosfera, o chão com o linóleo, tudo isto faz algo dentro do meu peito palpitar... uma mistura de expectativa, desejo e pertencimento. É, é exatamente isto aí, eu pertenço à dança.
Bom, depois desta divagação... aos fatos: ontem, fomos ao Zapata Mexican Bar para bailar la salsa. Foi muito divertido! Eu adorei, dancei com umas oito pessoas, pelo menos que eu me lembre... e é interessante notar como cada um tem seu jeito de dançar, assim como cada um tem sua personalidade, tem seu timbre de voz, tem sua impressão digital única. Até os sempre metaleiros Marcos e Daniel resolveram arriscar uns passinhos de salsa, cumbia, merengue e reggaeton. Foi ótimo =]]]
Enfim, aconteceu uma coisa engraçada, na última música da noite dancei com um parceiro muito bom... sério, ele dançava muito, parecia o Sebastian da C&A versão salsa! Meu, ele era demais... eu quase não conseguia acompanhar, era um desbunde! Enfim, terminando a dança ele veio conversar comigo. 
Ele não sabia nem meu nome, não haviamos trocado nada além de um: "Hola, chica". Porém, ele chegou e disse que eu deveria dançar e levar a sério, porque não era uma questão só de eu dançar bem... que eu dançava com a alma... e tinha algo dentro de mim, um "planetinha" como ele disse, que tinha que ser habitado. 
Foi então que eu disse que cheguei a fazer faculdade de dança, mas que meu negócio não era dança de salão na época.
E descobri que ele era realmente bailarino... me passou os horários em que está fazendo pesquisa em dança contemporânea e dança de salão lá na casa Hoffman.... e querem saber??? Pra mim, foi um sinal, um convite da vida.
Uma pessoa do além chegar e falar aquilo pra mim. É Deus falando pra eu pensar um pouco nas minhas necessidades e voltar a dançar, senão vou ficar louca.
Ok, ano passado: 11 matérias por semestre, monografia, três estágios... é, não ia rolar. Mas este ano, é algo que eu quero e muito. 
Pensei, voltar pro que eu já conheço: ballet, dança contemporânea? Talvez... 
Tentar algo novo? Dança flamenca, aproveitando mi sangre español e minhas habilidades castanholísticas? hehe... Ou quem sabe, dança de salão (mas só se me ensinarem o Paso Doble HAHA)? hahaha... 
Não importa, alguma coisa eu vou fazer.

Como é bom falar sobre o que se ama! 
Ainda vou fazer isto muito por aqui... 
Beijos, queridos!

12 de janeiro de 2011

Cartas, cartas e mais cartas!

Há anos atrás, de 5 anos para mais, os blogs, o msn, os sites de relacionamentos, e até mesmo os emails não eram tãããão populares entre os pobres mortais.
Então, elas, as cartas, eram as salvadoras do dia!!! E por quanto milênios foram o principal meio de comunicação entre pessoas que se importam umas com as outras...

Éééé, amigos, a minha sessão nostalgia começou esta semana quando fui na casa da minha amiga Thati e reli as cartas que escrevi para ela. Foi muito engraçado e gostoso! Por mais que a internet tenha tornado as coisas mais ágeis e práticas, as cartas tem uma intimidade que nunca nenhum email do mundo vai conseguir alcançar.
Hoje, resolvi organizar as minhas duas (grandes) sacolas das minhas mais de quinhentas (literalmente) cartas e cartões de amigos e amigas. Gente, que viagem no tempo!  
Adorei!
Como a gente tinha assuntos... como a gente inventava códigos mirabolantes para que nossos pais e irmãos não tivessem acesso aos mais importantes nomes. não sei mais decifrar nenhum dos códigos! hahaha
E os enfeites? Os desenhos? O cuidado e o capricho das minhas amigas? (Eu nunca tive muito cuidado e capricho com as cartas que escrevia... embora não faltasse carinho no conteúdo)
E as dobraduras???! Algumas cartas demorei mais tempo desdobrando sem rasgar e descobrindo como dobrar novamente do que lendo a bendita!!

Posso reclamar de muitas coisas na minha vida, mas algo que eu jamais poderei me queixar é dos meus amigos. Deus me deu amigos em qualidade e abundância. É um tema tão importante pra mim que merece um post a parte e por isto corto este assunto por aqui.

O que preciso é agradecer a todos eles e a cada um deles por todo o carinho representado por estas cartas (que eu guardo com igual carinho, viu!).
Katlyn, Susana e Carolline: elas, por exemplo, são responsáveis por mais de um terço de todas as cartas. Meu Deus, onde a gente arranjava tanto motivo pra escrever?
Deve ser porque não há necessidadede um motivo pra escrever. Principalmente quando é pra alguém que se gosta.
Mesmo que hoje, com muito deles eu já não mantenha tanto contato.

A todos eles, muito obrigada, pois estão eternizados nas suas palavras. =]
Adeline, Alceu, Amelia, Ana, Ana Paula, Annelize, Camilla, Carla, Carolline, Cecilia, Cesar, Cláudia, Dayane, Débora, Denise, Diogo, Elaine, Eliane, Elizandra, Fernanda, Isabela, Ivanilde, Jaquelini, Jorge, Juliana, Julio, Katlyn, Kauani, Lais, Leandro, Luc, Noeliton, Patricia, Rafaella, Raquel, Rogério, Sidney, Stéphanie, Stéphanie Sabatke, Susana, Talita, Thatiana, Tiago e Vitor. =]

11 de janeiro de 2011

Voltando pra cá

Bom, há mais de dois anos eu não passo por aqui. 
Mas, como todo bom brasileiro, fiz minhas resoluções para 2011: e uma delas era reativar meu blog.
Por que?
Não tenho grandes objetivos. Não tenho grandes ambições. 
Só sei que este espaço vai ficar aqui, aberto pra quando eu tiver algo interessante (ou bobo mesmo!) martelando na minha cabeça. Quantas e quantas vezes as ideias ficam aqui dentro presas e me azucrinando. Tá aí! Se alguém quiser ler e dar pitacos: ótimo! Se ninguém vier, ao menos mantenho o sótão limpo. HAHA

Por hoje, tudo o que tenho a dizer é:
1) vou tentar passar por aqui sempre;
2) minhas férias estão quase terminando e eu já preciso começar a preparar aulas;
3) estou angustiada com a defesa da minha mono (mesmo!) que será dia 8 de fevereiro;
e 4) como vocês vão perceber, eu adoro enumerar ideias. =]

Um novo recomeço. Feliz 2011! [Este ano vai ser especial, em uma próxima postagem explico os porquês]