O que?
Não! Podem ficar tranquilos, tá tudo bem comigo, galera. hehe. Acontece que este é o tema da minha Monografia e é mais ou menos sobre ela que eu venho falar hoje.
Terça agora (08/02/2011), às 10 da manhã, estarei apresentando este trabalho (Homicídio-em-si, Homicídio-do-outro: considerações psicanalíticas acerca do homicídio seguido de suicídio no contexto amoroso) .... que deu, diga-se de passagem, muito trabalho. Estou nervosa, estou ansiosa, tenho sonhado muito com isto (pesadelos). Não sei o que esperar disto, não mesmo. Quem me conhece sabe que nunca tive problemas para apresentar coisa alguma... me sinto confortável falando, apresentando seminários, até representando o "coisa ruim" na sexta-feira santa, haha; é, meus amigos, desta vez está sendo tudo diferente.
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| Freud: mestre e base de toda a monografia |
Fazer monografia foi uma experiência boa e ao mesmo tempo dolorosa. Quem acompanhou de perto minha luta sabe dos obstáculos enfrentados: dificuldade do tema, ausência de artigos sobre isto no Brasil, troca de orientador, textos em inglês e espanhol, pior que isto: textos em italiano e francês, línguas que não domino e tive que pedir arrego para o Fabiano e para o Vitor, pouquíssimo tempo devido ao trabalho, ao estágio e às 10 matérias semestrais da Federal - (y) é, quem fez este currículo é um gênio -, sem contar questões emocionais comuns a todos os "monografandos" do mundo.
Mas coisas boas aconteceram também, eu descobri um pouco mais sobre o que eu gosto na Psicologia, descobri que posso sim produzir algum conhecimento, ser relevante para algo, quem sabe até contribuir de alguma forma para a prevenção de algo tão sério quanto meu tema de pesquisa; descobri que muitas pessoas se interessaram pelo meu trabalho, descobri que muitos amigos me ajudaram durante todo este tempo a aguentar firme, descobri que minha família é super compreensiva com minhas ausências e as longas horas no computador, descobri que eu entendo Freud mais do que pensava e que quanto mais eu estudo Psicanálise mais eu quero estudar e aprender e conhecer. Descobri o valor de bons professores e bons Psicanalistas. Descobri muita coisa sobre procrastinação. Também descobri muito sobre força de vontade. Sobre motivação. Sobre estar desmotivada, muitas vezes.
E terça será a coroação de um ano e dois meses de muito trabalho (e às vezes culpa por não estar trabalhando o suficiente). Correções virão, não tenho dúvida, e fico até mesmo feliz por elas pois quero ultrapassar o medíocre. Não vou mentir que não tenho medo das correções, tenho sim e muito, talvez um medo desproporcional, que distorça em um monstro absurdo algo que seria muito mais simples. De qualquer forma, estou feliz por estar encerrando este ciclo e começando outro (Mestrado, talvez?). E, termino deixando aqui os agradecimentos que coloquei em minha monografia, pois muitos de vocês estão nestes agradecimentos, fizeram parte ativamente desta história e desejo que o meu muito obrigada chegue a todos e a cada um.
"Em princípio, agradeço Àquele que é o princípio. Dou-te graças por tudo. Dou-te graças por ter me guiado até aqui, se manifestando concretamente através destas pessoas:
Agradeço aos meus pais, Gilmar Rabone Cabrera Sanches e Rita de Cássia Lazzarini Sanches; por terem permitido minha vinda a este mundo e me dado todo o suporte e auxílio que estavam a seu alcance.
Aos meus outros familiares e parentes (todos eles), e em especial aos meus avós e padrinhos, Antônio da Silva e Deonila Lazzarini da Silva, e à Thaís de Fátima Lazzarini da Silva; por todo o apoio, patrocínio e confiança (até demais) na minha capacidade.
Aos meus amados amigos de longe e de perto; pela compreensão nas minhas ausências, pelo interesse no meu tema de pesquisa, e por ter o bom senso de propor aquele “cineminha” para espairecer, quando eu precisava e nem percebia.
À Maggie, minha companhia canina nas madrugadas de monografia: você faz MUITA falta!
Aos colegas e amigos da faculdade, especialmente aos colegas dos “psicocafézinhos” (em especial, Luiz Cláudio Tófoli, Ralf Barbosa Hara, Sheila Diana Menegari e Túlio Marenda Garotti), pelos agradáveis intervalos entre aulas.
Agradecimentos especiais a Fabiano Nadolny Machado, pela “mãozinha” com minhas dúvidas de italiano.
À Professora Mestre Priscila Frehse Pereira Robert; minha orientadora, por sua grandíssima paciência e dedicação com minhas questões de pesquisa, e algumas vezes não só referentes à monografia.
À Professora Pós-Doutora Lucienne Martins Borges; pois foi através de sua magistral prática e disponibilidade em uma disciplina de Psicanálise, que eu finalmente consegui juntar meus pontos de interesse e me encontrar dentro da Psicologia.
Se há algum êxito em mim, com certeza, ele não é só meu. Muito obrigada!"
Em tempo. Utilidade pública: a apresentação será no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, Praça Santos Andrade, Departamento de Psicologia, sala 203. Terça, dia 08, as 10 da manhã. Se puder, vá; vai ser bom ver rostinhos amigos quando a adrenalina começar a subir.