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13 de fevereiro de 2011

Sou grata!

Queridos amigos, hoje preciso dizer uma coisa inúmeras vezes: sou grata. 
Só tenho a agradecer!
A monografia, vocês todos estavam certos, foi de vento em popa. E sei que devo muito aos que foram me dar apoio pessoalmente, e também aos que não puderam estar lá mas que pararam naqueles minutinhos e fizeram uma prece ou mandaram boas energias ou, para aqueles que não acreditam nestas coisas, simplesmente me encorajaram com suas palavras e lembraram de mim no dia com carinho. 
Aquele foi com certeza o momento de minha vida até agora em que mais fiquei nervosa; e depois, aquela sensação de que valeu a pena! Nem a troca de orientadora, nem a falta de bibliografia no meu tema de interesse, nem a complexidade da Psicanálise, nada disto me impediu de ir até o final porque eu tinha um Aliado muito mais forte ao meu lado.
E agora, uma nota boa, e mais do que isto, boas perspectivas para o futuro. Opções se abrindo diante dos meus olhos, a vida se definindo. Estou muito feliz! Estou muito²³ feliz!!
O estranho foi a sensação no dia seguinte: missão cumprida, e aquele vazio dentro do peito. Estar há 1 ano e 2 meses se preocupando constantemente com certa tarefa, e de repente ela acaba... e agora?! What am I looking forward to? 

6 de fevereiro de 2011

Homicídio e Suicídio

O que?
Não! Podem ficar tranquilos, tá tudo bem comigo, galera. hehe. Acontece que este é o tema da minha Monografia e é mais ou menos sobre ela que eu venho falar hoje. 
Terça agora (08/02/2011), às 10 da manhã, estarei apresentando este trabalho (Homicídio-em-si, Homicídio-do-outro: considerações psicanalíticas acerca do homicídio seguido de suicídio no contexto amoroso) .... que deu, diga-se de passagem, muito trabalho. Estou nervosa, estou ansiosa, tenho sonhado muito com isto (pesadelos). Não sei o que esperar disto, não mesmo. Quem me conhece sabe que nunca tive problemas para apresentar coisa alguma... me sinto confortável falando, apresentando seminários, até representando o "coisa ruim" na sexta-feira santa, haha; é, meus amigos, desta vez está sendo tudo diferente.

Freud: mestre e base de toda a monografia
Fazer monografia foi uma experiência boa e ao mesmo tempo dolorosa. Quem acompanhou de perto minha luta sabe dos obstáculos enfrentados: dificuldade do tema, ausência de artigos sobre isto no Brasil, troca de orientador, textos em inglês e espanhol, pior que isto: textos em italiano e francês, línguas que não domino e tive que pedir arrego para o Fabiano e para o Vitor, pouquíssimo tempo devido ao trabalho, ao estágio e às 10 matérias semestrais da Federal - (y) é, quem fez este currículo é um gênio -, sem contar questões emocionais comuns a todos os "monografandos" do mundo.
Mas coisas boas aconteceram também, eu descobri um pouco mais sobre o que eu gosto na Psicologia, descobri que posso sim produzir algum conhecimento, ser relevante para algo, quem sabe até contribuir de alguma forma para a prevenção de algo tão sério quanto meu tema de pesquisa; descobri que muitas pessoas se interessaram pelo meu trabalho, descobri que muitos amigos me ajudaram durante todo este tempo a aguentar firme, descobri que minha família é super compreensiva com minhas ausências e as longas horas no computador, descobri que eu entendo Freud mais do que pensava e que quanto mais eu estudo Psicanálise mais eu quero estudar e aprender e conhecer. Descobri o valor de bons professores e bons Psicanalistas. Descobri muita coisa sobre procrastinação. Também descobri muito sobre força de vontade. Sobre motivação. Sobre estar desmotivada, muitas vezes.

E terça será a coroação de um ano e dois meses de muito trabalho (e às vezes culpa por não estar trabalhando o suficiente). Correções virão, não tenho dúvida, e fico até mesmo feliz por elas pois quero ultrapassar o medíocre. Não vou mentir que não tenho medo das correções, tenho sim e muito, talvez um medo desproporcional, que distorça em um monstro absurdo algo que seria muito mais simples. De qualquer forma, estou feliz por estar encerrando este ciclo e começando outro (Mestrado, talvez?). E, termino deixando aqui os agradecimentos que coloquei em minha monografia, pois muitos de vocês estão nestes agradecimentos, fizeram parte ativamente desta história e desejo que o meu muito obrigada chegue a todos e a cada um. 


"Em princípio, agradeço Àquele que é o princípio. Dou-te graças por tudo. Dou-te graças por ter me guiado até aqui, se manifestando concretamente através destas pessoas:

Agradeço aos meus pais, Gilmar Rabone Cabrera Sanches e Rita de Cássia Lazzarini Sanches; por terem permitido minha vinda a este mundo e me dado todo o suporte e auxílio que estavam a seu alcance.

Aos meus outros familiares e parentes (todos eles), e em especial aos meus avós e padrinhos, Antônio da Silva e Deonila Lazzarini da Silva, e à Thaís de Fátima Lazzarini da Silva; por todo o apoio, patrocínio e confiança (até demais) na minha capacidade.

Aos meus amados amigos de longe e de perto; pela compreensão nas minhas ausências, pelo interesse no meu tema de pesquisa, e por ter o bom senso de propor aquele “cineminha” para espairecer, quando eu precisava e nem percebia.

À Maggie, minha companhia canina nas madrugadas de monografia: você faz MUITA falta!

Aos colegas e amigos da faculdade, especialmente aos colegas dos “psicocafézinhos” (em especial, Luiz Cláudio Tófoli, Ralf Barbosa Hara, Sheila Diana Menegari e Túlio Marenda Garotti), pelos agradáveis intervalos entre aulas.

Agradecimentos especiais a Fabiano Nadolny Machado, pela “mãozinha” com minhas dúvidas de italiano.

À Professora Mestre Priscila Frehse Pereira Robert; minha orientadora, por sua grandíssima paciência e dedicação com minhas questões de pesquisa, e algumas vezes não só referentes à monografia.

À Professora Pós-Doutora Lucienne Martins Borges; pois foi através de sua magistral prática e disponibilidade em uma disciplina de Psicanálise, que eu finalmente consegui juntar meus pontos de interesse e me encontrar dentro da Psicologia.

Se há algum êxito em mim, com certeza, ele não é só meu. Muito obrigada!"

Em tempo. Utilidade pública: a apresentação será no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, Praça Santos Andrade, Departamento de Psicologia, sala 203. Terça, dia 08, as 10 da manhã. Se puder, vá; vai ser bom ver rostinhos amigos quando a adrenalina começar a subir.

11 de janeiro de 2011

Voltando pra cá

Bom, há mais de dois anos eu não passo por aqui. 
Mas, como todo bom brasileiro, fiz minhas resoluções para 2011: e uma delas era reativar meu blog.
Por que?
Não tenho grandes objetivos. Não tenho grandes ambições. 
Só sei que este espaço vai ficar aqui, aberto pra quando eu tiver algo interessante (ou bobo mesmo!) martelando na minha cabeça. Quantas e quantas vezes as ideias ficam aqui dentro presas e me azucrinando. Tá aí! Se alguém quiser ler e dar pitacos: ótimo! Se ninguém vier, ao menos mantenho o sótão limpo. HAHA

Por hoje, tudo o que tenho a dizer é:
1) vou tentar passar por aqui sempre;
2) minhas férias estão quase terminando e eu já preciso começar a preparar aulas;
3) estou angustiada com a defesa da minha mono (mesmo!) que será dia 8 de fevereiro;
e 4) como vocês vão perceber, eu adoro enumerar ideias. =]

Um novo recomeço. Feliz 2011! [Este ano vai ser especial, em uma próxima postagem explico os porquês]